Inside me

Eu tenho um grande problema. Mas esse não se detecta em exame de sangue, raio-x ou ressonância magnética. Talvez o divã de um psicólogo fosse capaz de dar o diagnóstico. Ainda bem eu já me autodiagnostiquei. Não tenho vergonha dos meus defeitos. Isso é coisa de gente fraca. Gente forte sabe muito bem quais são os seus diabinhos e luta para que eles diminuam sua força gradativamente. Afinal, a vida será sempre um desafio constante na cura de nossas imperfeições. Voltando a minha doença da alma, ela é séria, super séria. O problema é que eu me diminuo. Eu automaticamente me sinto inferior aos outros. Não tododia, todahora, todolugar, mas basta uma vez, já me deixa meio down. Aconteceu esses dias, na aula. Depois do episódio, quase comecei a me considerar masoquista. Afinal, ficar me desprezando é fazer sofrer eu mesma. Ninguém precisa colocar defeito, eu já coloco sozinha. Guardo tudo isso para mim, claro. Fico lá, com uma cara meio tristonha por um motivo que eu mesma inventei. Ninguém disse que era verdade, só eu que meti na cabeça isso. Depois desse meu momento deprê, eu parei e pensei. Assim mesmo como eu estou descrevendo. Falei assim, dentro de mim: "Priscilla, para logo com isso. Tu possuis todo o potencial do mundo para chegar aonde teus olhos enxergarem. Chega de pensamento negativo." Aos poucos eu vou me recuperando. Não é fácil, não. Ai, preciso me curar. Está tudo ao meu alcance, ao mesmo tempo em que parece longe, a milhas de distância. Bobagem, está perto, Pri, aqui mesmo, neste blog, neste texto, nestas palavras, nestas letras.

Porque no fim é só eu contra eu mesma.


Comentários

  1. Às vezes a vida é um disputadíssimo cabo-de-guerra. De um lado, desejos e instintos. Do outro, acomodações e medos.
    GK

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  2. Até a hora que um dos lados vence.

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