Sentada no banco dos réus

A culpa é toda minha, nem me dão chance de defesa. Nenhuma. Sequer pensaram nisso. Já está sentenciado: sou culpada por tudo. Sou eu que estou causando a discórdia naquela casa. A filha sempre tão inocente e obediente virou a ovelha negra.
Não me perguntaram o porquê do meu mau humor. Não me perguntaram o que está me deixando triste. Não me perguntaram como foram as minhas aulas de fotografia e de filosofia. Não me perguntaram como foi o final de semana. Não me perguntaram nada. E ainda acham que sabem de tudo!
Julgar é fácil, conversar é que é difícil.

Cometi o crime de tentar ser feliz.
Cometi o crime de querer descobrir.
Cometi o crime de me enxergar mulher.
Cometi o crime de não ser igual, de ser diferente.
Cometi o crime de ser eu mesma.

Eu não aceito essa sentença. Eu não aceito.
Todos acham que eu não estou sofrendo nada. O mesmo vale para a irmã menor. Estamos passando por isso como se não tivéssemos sentimentos, corações, medos, temores. 
Se casais passam por crises, estamos nós seis passando por uma. E das brabas.

Quem vai resolver?
Ou não será resolvido?
Há solução?
Há desesperança.

Comentários

  1. Sei que nem sempre é fácil, mas, a rigor, ninguém pode te ferir sem o teu consentimento. Pense a respeito, minha amiga!
    Bjs e força!
    GK

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    1. Oi GK.
      É verdade... A única responsável pela minha dor, no fundo, sou eu mesma.
      Beijos,
      Pri

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  2. Pri, sei que tá dificil, mas não baixa a cabeça, nada como um dia após o outro, tudo passa...Bjos!

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    1. Oooi!
      Obrigada, mesmo. :)
      A vida está constantemente exigindo cada vez mais de nós, não é? Uma dificuldade é sempre uma ótima oportunidade para crescer. Chegou a minha vez.
      Beijos!
      Pri

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