Sonho meu


Muito se fala sobre eles, pouco se sabe de verdade. Eu, particularmente, nunca fui de dar muita bola. Só se eram episódios extraordinários. Muito ruins ou muito bons. De uns meses para cá, tirei o atraso e desenvolvi um pequeno vício sobre eles, os sonhos. Os meus sonhos. Criei o hábito de escrever o que havia sonhado, logo após ter aberto os olhos e ainda ter as imagens e falas vivas na minha mente. Primeiro digito na tela do celular, de qualquer jeito, com direito a erros gramaticais e de concordância. Depois, passo a limpo em um caderninho. Hoje, são dezenas de sonhos anotados.

Com o tempo, começam a aparecer algumas imagens que se repetem. Ou, pelo menos, que parecem que se repetem. Sonhos costumam ser um pouco confusos... Há alguns meses, sonhava constantemente que andava de ônibus. De uns tempos para cá, o veículo mudou para um carro. Na direção? Sempre outro alguém. Uma vez, eu estava dirigindo. E quase ocorreu um acidente. Festas, grandes multidões, a turma do ensino médio, dia da formatura, sensação de estar perdida, muita chuva e algumas tempestades... E calçados: bonitos, feios, em falta, femininos, masculinos. Todos são elementos recorrentes nos meus sonhos.

O Google costuma ser o meu guia para desvendar o significado dos sonhos. Como quando tive um sonho bastante nítido em que aparecia uma aranha. Ela foi o destaque. Li que uma aranha pode ter a ver com situações relacionadas à mãe da gente. Aí lembrei que no dia anterior tinha tido uma briga horrível com a minha. Podia ser coincidência, mas podia não ser. Nosso subconsciente sabe o que quer passar com os nossos sonhos. Nós que não sabemos interpretar o que ele quer nos dizer. Dá medo... Eu tenho medo. De quem? De mim mesma? Não pode ser. Preciso enfrentar.

Por trás de tudo isso, está a missão que decidi encarar desde o começo do ano: desenvolver a minha intuição. Ouvir o meu coração. Entrar em contato comigo mesma. Há vários jeitos de nomear o processo, mas no fundo eu quero apenas ser quem sou. Descobrir quem sou, para ser bem exata. Por que não aproveitar os sonhos? Eles devem estar aí para alguma coisa. Ainda estou no começo das descobertas e tudo está mais enevoado do que claro. Tudo bem, eu não tenho pressa. Autoconhecimento não combina com o tique-taque do relógio mesmo. Para agora, que eu deite, durma e sonhe.

*Toda sexta-feira, às 10h, tem crônica nova aqui no blog. Gostou? Deixe seu comentário! E volte sempre!

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