365


Faz um ano. 365 dias que escrevi aqui pela primeira vez. Mais uma. Falei sobre aquela voz. Era a volta de mim mesma. Ao meu interior, à minha busca. Eu não sabia como seria, só sabia que precisava voltar. Para dentro. Olhei tanto para fora que me perdi. 

Encontrava palavras para os outros, enquanto para mim só sobravam os pontos de interrogação. Não conseguia terminar as frases. Não sabia nem por onde começar. De novo. Só sabia que era chegado o momento. A boa filha a casa torna. Eu nunca me afastei de verdade. Só desbotei momentaneamente...

50 textos. Uns ótimos, outros médios, alguns até ruins. Não me importo. Sou todos eles e eles são todos eu. Eu me permito baixar o nível - a perfeição além de ridícula é tediosa. Escrevi minha dor, meu amor. Por vezes, chorei. Ri. Ou só desejei chegar ao ponto final logo de uma vez. 

Aproveitei as entrelinhas para mandar recados que não tive coragem de escrever com todas as letras. Se ler outra vez, perceberá. Talvez até tenha contado uma mentirinha aqui ou acolá. Peço desculpas de antemão, não foi com má intenção. 

Escrevo como um exercício para ser quem sou. Para descobrir o que eu mesma escondo dentro de mim. Para organizar o caos que segue sendo caos mas passa a ser o meu caos. Que tanto amo. Que aprendi a amar. Que estou aprendendo a amar, afinal.

Você, se me lê, eu agradeço. Pela confiança. Por essas palavras fluírem de mim até ti. Que elas povoem a sua mente e confortem teu peito. Obrigada por me permitir dividir a minha confusão contigo. Estamos juntos. Muito mais perto do que eu e você imaginamos. Acredite.

Desculpe. Desculpe se não segui o passo a passo de como escrever uma crônica. Eu nunca entendi como se escreve uma crônica. Nem uma poesia. Nem um poema. Não entra na minha cabeça. Aliás, acho que é eu que não deixo entrar. No fundo, não quero que me digam como escrever.

Está decidido. O compromisso segue uma vez por semana, às sextas. Minha (falta de) autodisciplina agradece. Mas mudo, também. Permito-me ser ora texto grande ora uma frase só ora um verso ora reflexão ora opinião, ora bolas. Eu, metamorfose. Com uma certeza, apenas.

Mais multicromática do que nunca.



*Toda sexta-feira, às 10h, eu apareço por aqui no blog. Gostou do texto? Deixe seu comentário! E volte sempre!

Comentários

  1. Escrever é despir-se. Reler, redescobrir-se.
    GK

    ResponderExcluir
  2. Lindo, Pri! Continue nos abastecendo com esses textos! Beijos, Alana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sua querida!!!
      Obrigada, Alana! Obrigada! ❤
      De coração.
      Um beijoooooo grande!
      Pri

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas